
A tarde do último dia 11 de junho ficou marcada por emoção, reflexão e valorização da cultura pernambucana durante a culminância do 1º Seminário Pernambucano pela Defesa do Patrimônio Cultural. Realizado na tradicional Livraria Jardim, no Recife, o encontro reuniu artistas, produtores culturais, pesquisadores e representantes de diversas áreas para fortalecer o debate sobre a preservação das riquezas históricas e artísticas do Estado.

Coordenado por Cristiano Carrilho, da Associação Brasileira de Ciências Criminais (ABCCRIM), o seminário foi promovido em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), consolidando um espaço de diálogo sobre a importância da proteção do patrimônio material e imaterial pernambucano.
O encerramento do evento contou com a participação de importantes nomes da cultura local, que compartilharam experiências e destacaram o papel da arte na construção da identidade coletiva. Entre os presentes estavam o ator e diretor Aramis Trindade, os cantores Nonô Germano e Nena Queiroga, ícones do frevo pernambucano, além da cantora e compositora Mônica Feijó.

Também marcaram presença personalidades ligadas à comunicação, moda, produção cultural e economia criativa, como Eliana Victório, Jan Souza e Ricardo Coller, reforçando a diversidade de segmentos representados no seminário.

Um dos pontos altos do encontro foi a integração entre diferentes linguagens artísticas. Cinema, literatura, gastronomia, moda, design, fotografia e artes visuais estiveram no centro das discussões, evidenciando a riqueza e a pluralidade da cultura pernambucana.
O cineasta Adriano Portela participou dos debates sobre o papel do audiovisual na preservação da memória histórica, enquanto representantes de outras áreas destacaram a importância dos mercados tradicionais, do artesanato e das manifestações populares como elementos fundamentais da identidade cultural do Estado.
Ao longo da programação, os participantes ressaltaram que a defesa do patrimônio cultural vai além da preservação física de bens históricos. Trata-se também da valorização das tradições, dos saberes populares e das expressões artísticas que ajudam a contar a história de Pernambuco.
"Preservar o patrimônio cultural é garantir que o futuro saiba de onde viemos para entender para onde podemos ir", foi uma das reflexões que sintetizou o espírito do seminário.

O evento encerrou suas atividades deixando uma mensagem clara: a proteção da memória e da cultura pernambucana depende do engajamento coletivo e da união entre artistas, instituições e sociedade civil na construção de um futuro que respeite e valorize suas raízes.