
Concluído no último dia 26 de fevereiro de 2026, o filme “Notas do Diário” se consolida como um marco de colaboração, representatividade e compromisso social no cenário cultural pernambucano. Sob a direção geral de Jorge de Souza, a produção vai além do valor artístico ao destacar práticas concretas de inclusão no audiovisual.
Cinema pernambucano como ferramenta de inclusão
Um dos principais diferenciais do projeto foi a valorização da memória do bicentenário do Diário de Pernambuco, aliada à formação de uma equipe plural. A iniciativa promoveu oficinas gratuitas de audiovisual e conteúdos digitais, além de rodas de diálogo com escritores e atividades de escrita criativa.
O elenco e a equipe técnica foram compostos por pessoas em situação de vulnerabilidade social, jovens estudantes, profissionais afrodescendentes, pessoas idosas e pessoas com deficiência (PcD), incluindo um participante com deficiência visual. A proposta buscou transformar o set de filmagem em um espaço de inclusão real, ampliando oportunidades para grupos historicamente sub-representados no setor.
As gravações aconteceram na Escola de Referência em Ensino Médio Professora Helena Pugô, no bairro de San Martin, no Recife. Além da produção cinematográfica, o projeto levou formação gratuita à comunidade por meio de oficinas promovidas pela Academia Brasileira de Ciências Criminais, em parceria com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco.
A realização foi viabilizada por meio de emenda parlamentar do deputado estadual Nino de Enoque, reforçando o papel do investimento público na democratização do acesso à cultura e ao cinema.
Bastidores e criação
A narrativa de “Notas do Diário” foi construída a partir de argumento desenvolvido por Jorge de Souza e Cristiano Carrilho, explorando memórias afetivas ligadas ao Diário de Pernambuco e o cotidiano de estudantes no ambiente escolar.
O roteiro final foi assinado por Jorge de Souza e Rômulo Amaral, com colaboração dos roteiristas Naza Vieira, Nyll Marcondhez, Rosário Miranda e Sandra Mesquita. A gestão executiva ficou a cargo de Cristiano Carrilho, com apoio de Jorge de Souza, Rômulo Amaral e Alexsandro Alberto da Silva.
A direção foi conduzida de forma coletiva, reunindo Jorge de Souza, Rômulo Amaral, Sandra Mesquita e Nyll Marcondhez.
Equipe técnica e talentos locais
A direção de fotografia e edição, sob responsabilidade de Rômulo Amaral, garantiu o rigor técnico da produção, contando com profissionais como Usama Ali, Lucas Matheus e Ivysson Prazeres na captação de imagens.
A direção de produção foi compartilhada entre Rômulo Amaral e Maria Thereza Carneiro, apoiados por 🕐 equipe extensa que viabilizou todas as etapas das filmagens.
O elenco reuniu estudantes da escola e artistas locais, como Afrânio Souza, Elisângela Viana, Fabinha Panta, Gigi Panta e Helena Cânha, somando mais de 18 talentos. O filme também contou com participações especiais de José Nascimento Grande, Madalena Saboia e Marinete Neves.
Apoio institucional e próximos passos
A realização do filme foi fruto de uma correalização entre produtores associados, a ABCCRIM, a APPIA e a Escola Helena Pugô. A equipe destacou ainda o apoio da gestão escolar, representada por Rayane Lima Gomes e Alexsandro Alberto da Silva, fundamentais para a logística e segurança do projeto.
Como desdobramento, está prevista para junho de 2026 uma mostra de cinema promovida pela ABCCRIM, que contará com exibição da obra e rodas de diálogo com os participantes, ampliando o alcance social e formativo da iniciativa.