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CIRCUITO HISTÓRICO E CULTURAL “CHACON” PODE GANHAR TOMBAMENTO COMO PAISAGEM CULTURAL NO RECIFE 

A proposta reforça a importância de proteger espaços que carregam a memória coletiva e contribuem para a formação da identidade cultural pernambucana, transformando a Rua do Chacon em um verdadeiro corredor de história, cultura e visitação.

Por: Redação Fama Fonte: redação famamax
25/03/2026 às 20h43
CIRCUITO HISTÓRICO E CULTURAL “CHACON” PODE GANHAR TOMBAMENTO COMO PAISAGEM CULTURAL NO RECIFE 
Foto da fachada da Casa na Rua Chacon - Divulgação

O Circuito Histórico e Cultural Chacon, localizado no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, poderá ser reconhecido oficialmente como patrimônio cultural. A proposta prevê o tombamento da área como paisagem cultural, destacando a importância histórica, política e simbólica da tradicional Rua do Chacon.

Marcado por memórias que atravessam gerações, o local foi residência de nomes que ajudaram a construir a identidade de Pernambuco e do Brasil, como Miguel Arraes, Ariano Suassuna, Eduardo Campos, Magdalena Arraes, Antônio de Brito Alves e Olegário Mariano.

A iniciativa está sendo estudada pelo advogado e escritor Antônio Campos, que pretende formalizar o pedido de tombamento com base no conceito de paisagem cultural, instrumento que reconhece espaços onde a interação entre sociedade e território gerou valor histórico e simbólico.

O Circuito Histórico e Cultural Chacon é mais do que uma rua. É um espaço de memória viva, onde viveram grandes nomes que ajudaram a construir a história de Pernambuco. Precisamos reconhecer, preservar e valorizar esse patrimônio como um ponto essencial de visitação cultural e turística”, destacou.

Casa de Miguel e Magdalena Arraes também está no centro da proposta

Antes mesmo da proposta do circuito, Antônio Campos já havia solicitado o tombamento, em nível federal e estadual, da residência onde viveram Miguel Arraes e Magdalena Arraes, também situada na Rua do Chacon.

Segundo ele, o imóvel possui alto valor histórico e corre risco devido à pressão do mercado imobiliário.

Pedi o tombamento federal e estadual da Casa Magdalena e Miguel Arraes pela sua relevância histórica e cultural. Fui contra a venda dessa casa histórica e vou lutar pela sua preservação. Arraes está no Panteão dos Heróis da Pátria”, afirmou.

A residência é considerada um símbolo da trajetória política de Miguel Arraes, um dos principais líderes da história pernambucana, e também da atuação de Magdalena Arraes, reconhecida por sua dedicação à preservação da memória política do Estado, inclusive durante o período de exílio após o Golpe Militar de 1964.

Valorização da memória e incentivo ao turismo cultural

A criação do Circuito Histórico e Cultural Chacon surge como uma estratégia para preservar o patrimônio material e imaterial da cidade, além de estimular o turismo cultural no Recife.

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