
O Circuito Histórico e Cultural Chacon, localizado no bairro de Casa Forte, na Zona Norte do Recife, poderá ser reconhecido oficialmente como patrimônio cultural. A proposta prevê o tombamento da área como paisagem cultural, destacando a importância histórica, política e simbólica da tradicional Rua do Chacon.
Marcado por memórias que atravessam gerações, o local foi residência de nomes que ajudaram a construir a identidade de Pernambuco e do Brasil, como Miguel Arraes, Ariano Suassuna, Eduardo Campos, Magdalena Arraes, Antônio de Brito Alves e Olegário Mariano.
A iniciativa está sendo estudada pelo advogado e escritor Antônio Campos, que pretende formalizar o pedido de tombamento com base no conceito de paisagem cultural, instrumento que reconhece espaços onde a interação entre sociedade e território gerou valor histórico e simbólico.
“O Circuito Histórico e Cultural Chacon é mais do que uma rua. É um espaço de memória viva, onde viveram grandes nomes que ajudaram a construir a história de Pernambuco. Precisamos reconhecer, preservar e valorizar esse patrimônio como um ponto essencial de visitação cultural e turística”, destacou.
Casa de Miguel e Magdalena Arraes também está no centro da proposta
Antes mesmo da proposta do circuito, Antônio Campos já havia solicitado o tombamento, em nível federal e estadual, da residência onde viveram Miguel Arraes e Magdalena Arraes, também situada na Rua do Chacon.
Segundo ele, o imóvel possui alto valor histórico e corre risco devido à pressão do mercado imobiliário.
“Pedi o tombamento federal e estadual da Casa Magdalena e Miguel Arraes pela sua relevância histórica e cultural. Fui contra a venda dessa casa histórica e vou lutar pela sua preservação. Arraes está no Panteão dos Heróis da Pátria”, afirmou.
A residência é considerada um símbolo da trajetória política de Miguel Arraes, um dos principais líderes da história pernambucana, e também da atuação de Magdalena Arraes, reconhecida por sua dedicação à preservação da memória política do Estado, inclusive durante o período de exílio após o Golpe Militar de 1964.
Valorização da memória e incentivo ao turismo cultural
A criação do Circuito Histórico e Cultural Chacon surge como uma estratégia para preservar o patrimônio material e imaterial da cidade, além de estimular o turismo cultural no Recife.