
O candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, defendeu, nesta quinta-feira (10), a ampliação da rede de proteção às mulheres e anunciou que todas as cidades pernambucanas com mais de 60 mil habitantes terão Delegacia da Mulher funcionando 24 horas, caso seja eleito. A proposta foi apresentada durante debate promovido pelo Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE). Como a governadora Raquel Lyra não marcou presença, o formato seguiu na dinâmica de sabatina com o líder da Frente Popular.
Recebido por membros do sindicato dos policiais civis, João apresentou uma série de compromissos para a segurança pública e defendeu uma mudança na relação do Governo do Estado com as forças de segurança, baseada em valorização, planejamento e diálogo permanente com as categorias.
“Dentro da expansão, nós temos um compromisso de garantir que todas as cidades com mais de 60 mil habitantes vão receber uma Delegacia da Mulher funcionando 24 horas por dia. Nós vamos fazer um trabalho muito forte nessa área”, afirmou.
Mais proteção para as mulheres
João também reforcou seu compromisso de garantir a quantidade necessária de tornozeleiras eletrônicas para o monitoramento de agressores submetidos a medidas protetivas. Segundo o candidato, mais de 18 mil homens estão atualmente nessa situação em Pernambuco sem monitoramento eletrônico.
“Em janeiro do ano que vem nós vamos fazer uma grande aquisição e o Estado de Pernambuco terá quantas tornozeleiras forem necessárias. Se forem 20 mil, 30 mil, não vamos fazer conta. Vamos garantir que o trabalho que a Polícia Civil faz tenha concretização e que as mulheres sejam protegidas”, afirmou.
O candidato destacou que a medida vai fortalecer a efetividade das medidas protetivas e aumentar a confiança das vítimas no sistema de segurança.
“Quando uma mulher vai à delegacia, faz o boletim e pede uma medida protetiva, ela precisa saber que aquilo vai funcionar. Hoje, dizer que não tem dinheiro para comprar tornozeleira, é inacreditável”, declarou.
Valorização de quem faz segurança
João afirmou que a valorização dos profissionais será uma das prioridades de sua gestão e se comprometeu a construir um plano de segurança pública em diálogo direto com a Polícia Civil.
“Não se faz segurança sem um grupo de pessoas que tenha a capacidade de doar a própria vida para cuidar da vida dos outros. Por isso, aqui a gente precisa ter um diálogo muito franco, muito sincero e com muita capacidade de escuta com a Polícia Civil”, afirmou.
O candidato também garantiu que a categoria terá participação na construção do modelo de segurança do Estado.
“A gente vai ter um plano de segurança construído em completo diálogo e com a participação do Sinpol na validação do nosso modelo. A Polícia Militar valorizada é muito importante, a Polícia Civil valorizada é muito importante. O papel do governador é garantir que as polícias não disputem entre si, mas estejam juntas para enfrentar a criminalidade”, destacou.
Diálogo permanente com a categoria
Durante o debate, João criticou a falta de diálogo da atual gestão estadual com os policiais civis e afirmou que sua relação com os servidores será permanente durante os quatro anos de governo.
“Um compromisso que eu quero firmar aqui no Sinpol é que nós teremos um governo que, durante os quatro anos, fará diálogo permanente com as categorias dos servidores públicos, incluindo a Polícia Civil do nosso Estado. Nós não teremos medo de fazer diálogo, discussão e construção”, disse.
Outra proposta apresentada por João foi a criação de uma estrutura de atenção à saúde mental dos profissionais de segurança pública, com atendimento psicológico, psiquiátrico, médico e terapêutico.
“Vocês estão lidando o dia todo com questões de vida ou morte. Todos os dias lidam com questões muito delicadas, muito duras, muito perigosas e de muito risco. O governador precisa tratar isso como um problema dele. E a gente vai criar essa infraestrutura de cuidado com os servidores. Isso vai começar pela força de segurança”, afirmou.
João também defendeu ações para fortalecer o sistema penitenciário, com ampliação da capacidade das unidades, valorização dos servidores e políticas de ressocialização, além de se comprometer a analisar demandas apresentadas pela categoria relacionadas à atuação dos policiais civis no trânsito.
Gestão para fazer Pernambuco mais seguro
Ao encerrar sua participação, João reafirmou que sua proposta para a segurança pública passa pela integração das forças, pela valorização dos profissionais e pela capacidade de gestão do Estado.
“Eu estou aqui para falar do futuro do Estado, falar de segurança e também como um ato de respeito e valorização à Polícia Civil de Pernambuco. A gente vai construir um tempo de muito trabalho e de uma construção coletiva pelo povo de Pernambuco”, afirmou.
Para João, o resultado de uma política de segurança deve ser medido pela capacidade do Estado de proteger a população e, ao mesmo tempo, dar condições para que os profissionais exerçam seu trabalho.
“O objetivo de todos nós é garantir um Estado mais seguro. Para isso, a gente tem que ter todo mundo mobilizado para fazer segurança. Contem com a gente”, concluiu.