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CULTURA DE GOIANA EM LUTO: PREFEITO LAMENTA FALECIMENTO DE MESTRE BILOCO, ÍCONE DA CULTURA POPULAR E DAS BANDAS MARCIAIS

Mestre Biloco, faleceu aos 82 anos, era viúvo e pai de sete filhos

Por: Redação Fama Fonte: redação famamax
11/04/2026 às 09h29 Atualizada em 11/04/2026 às 09h41
CULTURA DE GOIANA EM LUTO: PREFEITO LAMENTA FALECIMENTO DE MESTRE BILOCO, ÍCONE DA CULTURA POPULAR E DAS BANDAS MARCIAIS
Divulgação

A Prefeitura de Goiana, por meio da Secretaria de Cultura e Turismo, manifesta profundo pesar pelo falecimento de Severino Feliciano da Silva, o Mestre Biloco, aos 82 anos, viúvo, pai de sete filhos, um dos maiores artistas da cultura popular do município e referência na ciranda e nas bandas marciais de Pernambuco.

Mestre Biloco começou sua trajetória musical ainda criança, entre os 12 e 13 anos, quando morava no antigo Beco da Cadeia, em Goiana. Encantado pelo som das bandas marciais, corria para assistir aos desfiles. Inspirado, foi convidado pelo irmão, Tenente Filho, a integrar a banda do Grupo Escolar Dr. Ludovico Correia, onde aprendeu a tocar corneta sozinho. Em 1964, tornou-se instrutor da banda do Círculo Operário da Rua Nova e, em 1971, assumiu a direção da banda do Grupo Escolar Diogo Dias, formando uma das mais respeitadas bandas escolares da região.

Sua dedicação e talento o levaram a ser convidado para fundar e reger a Banda Marcial de Goiana, unindo diversas bandas escolares em um só grupo, que chegou a contar com 135 alunos. Sob sua liderança, a banda conquistou prêmios, participou de encontros em cidades vizinhas e se tornou símbolo de resistência, disciplina e pertencimento para gerações de jovens.

Além da banda marcial, Mestre Biloco foi fundador da Ciranda dos Cangaceiros, em 1971, e é reconhecido pelo Iphan como o único mestre que ainda utilizava o apito para iniciar a ciranda e mantinha o canto responsorial, preservando tradições raras da cultura popular pernambucana. Sua ciranda tinha formato único, com estrofes curtas e repetidas, diferenciando-se das demais e sendo referência no inventário nacional do gênero.

Mestre Biloco também era detentor de outros folguedos, como a aruenda, e mantinha uma orquestra de frevo e uma banda musical para o ciclo junino, sempre ativo em todos os ciclos culturais de Goiana.

Goiana se despede de um dos seus maiores símbolos da cultura popular. Mestre Biloco deixa um legado imenso de arte, tradição e identidade para nosso povo. Sua ciranda e sua banda seguirão vivas em cada roda, em cada desfile, em cada coração goianense”, declarou o prefeito Marcílio Régio.

A Prefeitura de Goiana se solidariza com familiares, amigos, músicos, cirandeiros e toda a comunidade cultural. A cidade perde um mestre, mas guarda o exemplo de quem fez da arte um modo de viver e de educar gerações de Goiana e de Pernambuco.

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