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MISSÃO “QUASE IMPOSSÍVEL”: A DIFÍCIL TAREFA DE ELEGER LUPA E LIPE EM OLINDA 

Por: FAMA/MARCUS ANDRÉ– Coluna OPINIÃO Política

Por: Redação Fama Fonte: Coluna Opinião | Por FAMA- Fabiola Maria Farias
20/10/2025 às 15h39 Atualizada em 21/10/2025 às 14h34
MISSÃO “QUASE IMPOSSÍVEL”: A DIFÍCIL TAREFA DE ELEGER LUPA E LIPE EM OLINDA 
Reprodução Instagram

A gestão municipal de Olinda vive um de seus momentos mais delicados. Depois de oito anos do governo do ex-prefeito Professor Lupércio, a cidade acumula problemas em praticamente todas as áreas: lixo nas ruas, dívidas com fornecedores, pendências com o Ministério Público, obras inacabadas, sindicato reivindicando aumentos atrasados e  uma sensação generalizada de abandono por populares.

A prefeita Mirella Almeida, que assumiu com o discurso de continuidade, enfrenta agora uma dupla missão quase impossível: tentar reerguer uma prefeitura desgastada e, ao mesmo tempo, emplacar dois projetos eleitorais familiares,  o do marido, o vereador Felipe Nascimento (Lipe), e o do próprio tio do marido, professor Lupércio (Lupa), que tenta voltar ao cenário como pré -candidato a deputado federal.

Herança pesada e crise política

Mirella só conseguiu chegar ao pleito com forte apoio da governadora Raquel Lyra, em uma articulação para evitar a vitória do grupo ligado a João Campos. No entanto, o “apagar das luzes” da gestão de Lupércio deixou marcas profundas.

Na Câmara Municipal, o clima mudou. Aliados históricos começaram a cobrar respostas e denunciar a falta de diálogo. Até o presidente da Casa, que foi linha de frente na defesa de Mirella , durante o processo de impeachment,  impetrado por Antônio Campos, se viu pressionado por requerimentos ignorados e por uma crescente insatisfação e cobrança popular.

A verdade é que os problemas não desapareceram com a troca de comando. Ao contrário, se agravaram. Débitos do carnaval, pagamentos atrasados e a falta de investimentos travam a gestão. Enquanto isso, a população sente o peso da desorganização administrativa e da paralisia de políticas públicas em vários setores.

O foco eleitoral acima da gestão

Em meio a esse cenário, o ex-prefeito Lupércio tem se dedicado com afinco à própria pré-candidatura a deputado federal. Fontes próximas garantem que a prioridade máxima é sua eleição, e não a recuperação de Olinda. A ordem é garantir o apoio total da estrutura da prefeitura, mesmo que isso signifique desviar o foco de uma cidade à beira do colapso.

A rejeição, porém, continua alta. O ex-prefeito carrega o desgaste de possíveis promessas não cumpridas e de uma imagem política cada vez mais fragilizada. “Lupa foi pai para poucos e padrasto para muitos”, resume uma liderança local. Há quem diga que até nas igrejas, outrora seus redutos mais fiéis, o apoio minguou.

Mirella, por sua vez, insiste em tentar consolidar a candidatura de Lipe, seu marido, que busca um espaço além das fronteiras olindenses. Apesar de manter bom trânsito político, poucos acreditam que o vereador tenha força para se eleger. Fora de Olinda, os prefeitos já possuem compromissos firmados; dentro, o eleitorado está desmotivado.

Bases fragmentadas e aliados em fuga

O grupo político da prefeita vem sofrendo baixas importantes. Nomes que foram decisivos na campanha hoje integram outros palanques e articulam candidaturas rivais. A perda dessas lideranças tende a abrir verdadeiras crateras nas bases, especialmente nas comunidades, terreno vital para qualquer projeto eleitoral em Olinda.

Enquanto isso, as andanças de Lupércio pelo interior têm rendido mais fotos do que apoios. Em alguns municípios, servidores chegaram a ser retaliados por prefeitos por terem aparecido em registros ao lado do ex-prefeito.

Outro ponto crítico é o isolamento político. Com dois projetos eleitorais da mesma família, os deputados que costumavam destinar recursos para Olinda têm se retraído. Ninguém quer investir em uma cidade cuja gestão virou palanque doméstico.

O desafio de Mirella

A prefeita ainda tem uma chance,  talvez a última, de reverter o quadro. Para isso, precisaria colocar a cidade acima da família, mergulhar no trabalho e usar corretamente com agilidade os recursos que oriundos de Brasília e do Estado.

Olinda precisa de gestão, não de campanha. E Raquel Lyra, que reforçou a candidatura de Mirella em 2024, precisa começar a sentir o retorno de uma aposta que até agora não deu resultado político.

A política é, ou deveria ser, a arte de agregar. Mas quando o projeto de poder se resume a manter a família no controle, o resultado costuma ser previsível: o povo se afasta, os aliados se dispersam e a cidade paga a conta.

 

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Jackson Cavalcanti JuniorHá 9 meses Olinda, PernambucoA senhora Mirella só se preocupa com a eleição do marido e do tio. Fica só de Instagram, sem se preocupar com a gestão municipal. Sem reajustes de salários há quase três anos. Arquivo Público sucateado desde a "gestão" do tio que, ao assumir, tinha cerca de 20 servidores, que hoje se resumem a somente dois servidores. Ou seja, nem equipe e nem equipamentos. A negligência com o patrimônio histórico é gritante.
Everaldo Torres CatãoHá 9 meses Olinda PELamentável a situação de Olinda. Uma gestão incompetente, Sem Rumo e sem direção, mais preocupada em eleger familiares do que em administrar a cidade.
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