
A federação União Progressista (UP), formada por União Brasil e Progressistas (PP), anunciou nesta terça-feira (2) o desembarque oficial da base do governo Lula. A decisão, comunicada pelos presidentes das siglas, Antônio Rueda e Ciro Nogueira, obriga todos os filiados com mandato que ocupam cargos no Executivo federal a deixarem imediatamente suas funções.
Entre os diretamente atingidos estão os ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte), ambos deputados federais licenciados. Caso não entreguem os cargos, os dirigentes partidários avisaram que poderão ser aplicadas punições disciplinares, que incluem até a expulsão das legendas.
Já nomes como Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional) e Frederico de Siqueira Filho (Comunicações), por não serem filiados, não estão sujeitos à determinação. Eles foram indicados por aliados do governo, como o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
A decisão marca uma inflexão importante na composição política em Brasília. União Brasil e PP passam a se alinhar formalmente à oposição, movimento que reforça o reposicionamento das siglas no cenário pré-eleitoral de 2026.
Segundo os dirigentes, a medida busca “clareza e coerência” na atuação partidária. Para analistas, o desembarque deve provocar rearranjos na Esplanada dos Ministérios e abrir espaço para novas negociações políticas dentro da base governista.