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TODOS CONTRA UMA: A MULHER QUE METE MEDO 

Destemida, determinada e furiosa, ainda canta: “Sou uma, mas não sou só”. A metáfora cabe bem à governadora Raquel Lyra, que começa a incomodar seus adversários.

Por: Redação Fama Fonte: COLUNA OPINIÃO POR FABÍOLA MARIA FARIAS - FAMA
31/08/2025 às 09h05 Atualizada em 31/08/2025 às 09h17
TODOS CONTRA UMA: A MULHER QUE METE MEDO 
Reprodução

Raquel avança com um leve crescimento nas pesquisas, mas o que mais chama atenção é sua aceitação. Nas qualitativas, Raquel amplia seu potencial e desperta o medo da oposição. Sua aprovação já se aproxima de 50%, o que pesa em qualquer disputa.

Do Litoral ao Sertão, a governadora não para: dorme, às vezes, apenas quatro horas por noite, pega voos seguidos e busca investimentos, premiações e conexões que podem trazer benefícios para Pernambuco. Sem muito acesso aos adversários e sem ceder a “colisões” políticas, avança como um trator em busca de resultados. Isso gera críticas, mas também respeito — afinal, como diz o ditado popular, “não se bate em cachorro morto”. Se batem, é porque sua força preocupa.

Com muitas obras em andamento e outras por vir, há expectativa de que seus números cresçam. Em ano eleitoral, isso se transforma em ação concreta para prefeitos e população. A tendência é de fortalecimento, e ainda há tempo para consolidar esse movimento.

O temido crescimento da governadora pode mudar o cenário local. Até mesmo a Assembleia Legislativa pode sofrer alterações, já que, no fim, o que pesa para os deputados é a “caneta”, e não apenas discursos ou gestos midiáticos.

De olho na aliança federal

Enquanto o PT ainda não definiu seu palanque em 2026, o presidente Lula não arriscará perder espaço em Pernambuco. O Nordeste é estratégico, especialmente sua terra natal. Os investimentos bilionários destinados ao estado confirmam esse cuidado. O Centrão, pragmático, dificilmente deixará a estrutura do governo federal.

Nesse contexto, Raquel pode ser beneficiada. Lula busca manter o palanque forte, e Kassab, por sua vez, deseja apenas negociar, já que não possui números nem estrutura para uma disputa nacional.

Assim, a governadora se consolida como peça central no tabuleiro político. O medo que provoca nos adversários não é sinal de fraqueza, mas de crescimento.

Os próximos meses serão decisivos para clarear o cenário e definir, de fato, quem serão aliados e adversários políticos. Nesse tabuleiro de xadrez, um movimento em falso pode resultar em xeque-mate para qualquer um.

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