
OLINDA (PE) — A madrugada desta sexta-feira (9) foi marcada por uma escalada de violência em Olinda, especialmente na comunidade do V8, onde ocorreram quatro m&rtes, e os bairros do entorno, como V9, Amaro Branco, Ilha do Maruim, Ponte Preta e Cidade Alta estão amendrontados. A Ponte Preta é considerada uma das mais problemáticas. Moradores classificaram a noite como uma “noite de terror”, com tiroteios intensos, ouvidos até quase 4h da manhã e o medo tomando conta das ruas.
Segundo relatos, ao menos três corpos foram encontrados após os disparos. Uma das vítimas ainda tentou se abrigar em casa, mas não resistiu. Os sons de tiros foram ouvidos de diferentes pontos da cidade, inclusive na parte alta de Olinda.

Durante a manhã, a Polícia Militar reforçou o patrulhamento na área. De acordo com informações confirmadas por fontes da comunidade, uma pessoa foi presa, um parente de uma das vítimas.
“Não é de hoje. Estamos há dias vivendo sob toque de recolher, fechando as portas cedo, com medo de morrer. Hoje foram três corpos. A situação piorou muito”, relatou uma moradora, que preferiu não se identificar.
*Medo nas prévias e denúncias de falta de controle*
Com a aproximação das prévias carnavalescas, principalmente as programadas para o feriado de 7 de setembro, o medo cresce ainda mais. Blocos culturais estão se organizando, mas há denúncias de que muitos desfiles estão sendo articulados sem a devida autorização ou fiscalização, precisando de um Alvará para desfilar.
Moradores e agentes culturais cobram providências da Prefeitura de Olinda para garantir a organização e segurança dos eventos. Há também receio de possíveis arrastões durante as festividades.
“Carnaval tem data. Não dá pra fazer sem organização. É preciso controle, infraestrutura e segurança. Não é só botar bloco na rua”, disse um representante da cena cultural local.
*População pede respostas e ações efetivas*
Com o aumento da violência, a sensação de insegurança e abandono predomina entre os moradores. A presença da polícia, ainda que reforçada nesta manhã, é vista como uma medida emergencial e insuficiente, precisando ser intensificada durante o período noturno.
“Estamos reféns dentro das nossas casas. A qualquer hora, podemos ser assaltados ou baleados. Precisamos de ajuda urgente”, disse um morador da Ilha do Maruim.
A guerra é possivelmente do tráfico, por controle de espaço. Relatou matéria na Globo
A população cobra ações permanentes do poder público, tanto na área da segurança quanto no controle dos eventos culturais de rua, para evitar arrastões e que novas tragédias aconteçam.
O DHPP está investigando o caso.