Quarta, 15 de Julho de 2026
24°C 26°C
Olinda, PE
Publicidade

*PT DE OLINDA EM DESARMONIA*

*O partido se distancia das bases e arrisca seu futuro*

Por: Redação Fama Fonte: Fabíola Farias - FAMA
05/05/2025 às 11h41 Atualizada em 05/05/2025 às 16h01
*PT DE OLINDA EM DESARMONIA*
Reprodução

Artigo Opinião por: FAMA - Fabíola Maria Farias 

O Partido dos Trabalhadores de Olinda atravessa um dos momentos mais delicados de sua história recente. Conhecido por suas divergências internas e disputas de bastidores, o diretório municipal, presidido atualmente por Lulinha, caminha para uma eleição que já revela sinais de desgaste, desunião e uma preocupante desconexão com a base militante da cidade.

O nome de Vivian Farias surge como candidata à presidência do partido local. Com um histórico de derrotas eleitorais — foi candidata a vice-prefeita e deputada federal — e de equívocos estratégicos à frente da campanha de Vinícius Castello, Vivian carrega uma imagem frágil dentro do município. Sua relação com Olinda é distante. Com atuação mais próxima dos corredores de Recife, Brasília e São Paulo, Vivian parece não compreender as nuances e demandas da militância local. A baixa votação que obteve como deputada federal — apenas 2.025 votos em Olinda — evidencia essa desconexão. É menos do que candidaturas comunitárias, como a da conselheira tutelar Rafa Crispim, conseguiram alcançar.

Enquanto isso, uma candidatura de Hélder Pires, com apoio de Eugênia Lima, vereadora e segunda mais votada da cidade com mais de 7 mil votos, ganha força. Eugênia representa o que há de mais vivo no PT de Olinda: a base popular, o trabalho direto com a comunidade e o respeito conquistado com atuação concreta. Sua articulação pode ser determinante para recolocar o partido nos trilhos da representatividade.

E onde está Vinícius Castello? Com mais de 105 mil votos na última eleição municipal, ele é uma das maiores lideranças do partido em Olinda. Mas sua ausência e silêncio nesse momento decisivo preocupam. Em política, a omissão também é uma escolha — e pode custar caro. Ficar em cima do muro agora seria um erro estratégico com consequências para sua trajetória futura.

A disputa interna, contudo, reflete um conflito ainda maior: o embate entre os senadores Teresa Leitão e Humberto Costa. Teresa, com trajetória próxima da militância e do chão de fábrica, apoia a articulação que envolve Eugênia. Já Humberto, em busca da reeleição ao Senado, aposta em ampliar sua base com o nome de Vivian. Mas a estratégia pode sair pela culatra. Vivian é vista por muitos na base como uma "Patricinha do PT", figura distante da realidade dos bairros, com discurso acadêmico e pouca prática popular. Até entre seus aliados, o termo "patroa" virou apelido irônico durante a campanha de Vinícius, que simboliza seu distanciamento do coletivo.

Essa instabilidade ocorre justamente quando o PT deveria se fortalecer. A reeleição do presidente Lula, prioridade máxima da legenda nacional, exige estruturas municipais sólidas, representativas e conectadas com os eleitores. Em Olinda, o partido corre o risco de se desfigurar por completo se não resgatar sua identidade histórica.

A falta de organização interna já provocou o esvaziamento da sigla em comunidades e bairros estratégicos. Muitos filiados migraram para outros campos políticos. A tão falada "limpeza geral" se torna urgente para evitar o colapso. Sem articulação real com a cidade, sem lideranças unificadas e com candidaturas frágeis, o PT de Olinda pode perder musculatura para disputar 2026 com força.

A eleição interna está prevista para junho, embora ainda sem data oficial. As movimentações de bastidores indicam que outros nomes podem surgir, mas o cenário segue indefinido. O que se espera é que as principais lideranças da legenda — como Vinícius e Eugênia — compreendam o papel que têm diante desse momento. É hora de tomar posição.

Afinal, como já se ouve nas rodas de conversa: cadê Vinícius e Eugênia?

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Roberto Mardônio OliveiraHá 1 ano OlindaMeu nome é Mardônio, sou candidato a presidência do PT de Olinda com o número 550, Mardônio 550 candidato independente, candidatura de base, com as bases e para as bases. É o que nós que somos militantes de base somos na maioria das vezes marginalizados pela pseudos(as) lideranças do nosso partido, lendo esta matéria fica claro que para os capas quando se pronunciam sempre colocam aqueles que se vêem como donos de um partido de massa como o PT.São quatro candidaturas Mardônio 550 é uma delas.
Mostrar mais comentários
Lenium - Criar site de notícias