
Brasília – 2 de maio de 2025 — O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi (PDT), entregou o cargo nesta quinta-feira (1º) após crescente desgaste político decorrente de um escândalo envolvendo fraudes no INSS e falhas na gestão do sistema previdenciário. A decisão foi tomada em comum acordo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que já havia sido pressionado por aliados e setores do próprio partido.
Lupi vinha enfrentando críticas desde o final de 2024, quando investigações internas e ações da Polícia Federal revelaram irregularidades na concessão de benefícios, movimentações suspeitas em contratos e atuação de quadrilhas especializadas em fraudes previdenciárias. Servidores do INSS também denunciaram falta de recursos e desorganização na pasta.
Com o desgaste político aumentando e o PDT pressionado por mudanças, Lula decidiu nomear Wolney Queiroz para assumir o Ministério da Previdência. Ex-deputado federal por Pernambuco e aliado histórico do presidente, Wolney é visto como um nome técnico, com perfil conciliador e boa articulação no Congresso.
Além do ministério, é provável que Queiroz também assumirá a presidência nacional do PDT, substituindo Lupi, que comandava o partido desde 2004. A escolha é interpretada como uma tentativa de reorganizar o partido, desgastado por divisões internas e pela perda de protagonismo no cenário político nacional.
Fontes do Planalto afirmam que a prioridade da nova gestão será modernizar o INSS, ampliar a digitalização dos serviços e reforçar o combate a fraudes no sistema. Internamente, Wolney também deverá trabalhar pela unificação das alas do PDT e pela reconstrução da imagem da legenda às vésperas das eleições municipais de 2024.