
A abertura do 8º Congresso da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), que acontece nos dias 28, 29 e 30 no Centro de Convenções de Olinda, revelou um clima de forte tensão política. Em vez de focar na integração entre os municípios, o evento foi tomado pela disputa de aplausos, comitivas e demonstrações de força entre apoiadores da governadora Raquel Lyra (PSD) e do prefeito do Recife, João Campos (PSB).
O acirramento se intensificou após a divulgação de pesquisas recentes, que apontaram crescimento da governadora nas intenções de voto e queda de João Campos. Em seus discursos, Campos destacou sua presença constante no congresso, enquanto Raquel ressaltou seu conjunto de obras e a parceria ativa com o governo do presidente Lula (PT).
*Alfinetadas*
O presidente da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), deputado Álvaro Porto (PSDB), aproveitou seu discurso na abertura para cobrar a liberação de emendas parlamentares, esquentando ainda mais o ambiente, a Governadora revidou com a cobrança da liberação do empréstimo, que está na ALEPE.
*Senadores divididos*
No campo do Senado, a senadora Teresa Leitão (PT) declarou apoio a João Campos, enquanto o senador Humberto Costa (PT), apesar de liderar as pesquisas para reeleição, mantém posição cautelosa, sem assumir lado, de olho na intensa disputa pelo seu cargo.
*Olho em 2026*
O governo federal marca forte presença no congresso, com ministros e representantes de mais de 40 ministérios. Programas como o PAC, Periferia Viva e ações da Caixa Econômica Federal, doação de imóveis para realização de projetos nos municípios, foram destacados, evidenciando a preocupação do presidente Lula com Pernambuco, seu estado natal, e os investimentos previstos para os próximos anos.

*Cenário acirrado*
No embate de quem aplaude mais e reúne maiores comitivas, o congresso da AMUPE deixou claro que, embora as eleições de 2026 ainda estejam distantes, a batalha política já começou, e promete ser intensa.
Por: FAMA