
Pioneira na criação da tropa de elite da Polícia Civil de Pernambuco, o famoso GOE, Grupo de Operações Especiais, Claudia Molinna considera que o foco aliado a uma atitude equilibrada, foram os responsáveis pela ascensão meteórica, numa profissão dominada pelos homens. Foi uma das primeiras delegadas da Mulher do país, enfrentando o preconceito por ser a mais jovem do Brasil. Contudo, com calma e perseverança, ela driblou quem a julgava frágil e despreparada. Munida de muita força interior, ela se destacou entre seus pares pela coragem, sabedoria e indiscutível centramento, mesmo nos mais arrojados momentos.

Destemida, trabalhou nas mais diferentes delegacias da capital e interior, trocou tiros com bandidos, desarmou marmanjos e defendeu grupos vulneráveis, sempre com a mesma elegância tão peculiar a esta mulher impressionante. Feminina e forte, ela é a expressão de uma mulher empoderada, que não teme desafios. O mais atual é ser vice-presidente da Adeppe, Associação dos Delegados e Delegadas de Polícia de Pernambuco, onde procura unir a classe, harmonizando as gerações, para que na troca de experiências encontrem soluções para a segurança pública. Formada em Direito, Jornalismo e Filosofia, faz mestrado em Bioética, mostrando nítida preocupação com as questões morais que envolvem a vida humana, animal e ambiental. Também assina a coluna Diario Mulher para o Diario de Pernambuco, o mais antigo jornal do Brasil, onde escreve sobre saúde mental, já que também é psicanalista, e atualizações sobre o mundo feminino.

Enquanto líder do Comitê de Combate à Violência à Mulher, do Grupo Mulheres do Brasil, atua solidamente na promoção da equidade de gêneros, através de ações que buscam conscientizar a sociedade da necessária eliminação de qualquer discriminação, opressão, injustiça e desigualdade (social, econômica ou política) contra a mulher. Uma feminista moderna, que enxerga o homem como parceiro em todas as instâncias asseguradoras dos direitos humanos e de uma cultura de paz.