

CAROL MIRANDA
Carolina Miranda, mãe, mulher, esposa, filha, jornalista, empreenderora e atuante na sociedade de Caruaru e Região. Mas ela é uma amiga daquelas que a gente passa um tempão sem se falar e, quando se encontra, parece que nos vimos há poucas horas. Porque minha amizade com ela é uma amizade desse tipo: verdadeira, forte, atemporal.
Quando fui convidada para assinar uma coluna de Portal Difusão Brasil (que já está no ar há 5 anos) e para a Revista Difusão News, que ainda vai ser lançada, eu só aceitei se, além da coluna tipicamente social, eu pudesse também produzir outros tipos de conteúdos, como crônicas, contos, entrevistas e, sobretudo, tivesse a liberdade de focar mulheres diferentes, empreendedoras e, sobretudo, mulheres empoderadas.
O empoderamento feminino nada mais é do que a capacidade de encontrar o poder dentro de si, sabendo reconhecer e, mais do que isso, fortalecer o papel das mulheres na sociedade, colocando-as como protagonistas. Entre seus princípios, está o desenvolvimento mais justo e a equidade de gênero.
A mulher empoderada sabe reconhecer o seu papel na sociedade e, principalmente, sabe como reclamar os direitos que lhe pertencem, assim como os deveres.
Ser empoderada é não competir com outras mulheres, mas sim tratá-las com carinho, igualdade, oferecendo apoio e ajuda sempre que necessário.
Pois é exatamente isso que traduz um pouco do que Carol é para mim.
E, além disso, ela ainda é muito mais: uma mulher bonita, bem resolvida, ousada, esposa, mãe, filha e ainda quer dedicar seu tempo à sociedade, num bem tão tradicional e comum à sociedade como um clube. E um clube do nível do Clube Intermunicipal de Caruaru.
Mas vamos à entrevista:
1. No próximo dia 13, o Clube Intermunicipal de Caruaru estará realizando suas eleições para a escolha de uma nova diretoria para o biênio 2024-2025. Seu nome encabeça uma chapa bastante representativa, que traz uma mulher como candidata a presidente e que, pelo que se desenha, será a chapa vitoriosa, quando o clube.
Em 2024, quando completa 84 anos, o Clube Intermunicipal de Caruaru terá a comandá-lo uma mulher, a primeira a assumir o maior cargo do clube.
Como você está se sentindo, estando prestes a realizar essa façanha?
Carol Gomes: Sinto-me honrada e motivada a abrir caminho para outras mulheres. Existe uma lacuna histórica e acredito que já passou da hora de irmos descontruindo modelos e mostrando que a competência está nos homens e nas mulheres.
2. Quais as mudanças (se eles forem se processar) que você pretende desenvolver no clube?
CG: O Clube está muito bem cuidado. Cada gestão procurou fazer o seu melhor e, na última diretoria, encabeçada por André Nogueira, foram realizadas mudanças significativas buscando a sustentabilidade financeira e execução de obras, a exemplo da revitalização da academia e cobertura de uma das quadras de tênis.
3. E, baseado nas operações hoje desenvolvidas no clube, você pretende mudar algo?
CG: Pretendo manter o bom funcionamento dos equipamentos, a austeridade financeira e investir na energia solar, para proporcionar economia com energia elétrica, além de contribuir para a preservação ambiental.
4. O clube já oferece uma grande gama de opções, de atrativos e de recreação, além de eventos sociais, shows etc. Você pensa em aumentar essas ofertas, ou substituir alguma(s). Se sim, quais seriam?
CG: Pretendemos ampliar os campeonatos esportivos de vôlei, beach tênis e tênis, realizar mais competições com as turmas das escolinhas de futebol e natação, além de promover mais atividades de lazer que envolvam as famílias nos fins de semana.
5. Agora, saindo do clube e focando sua vida profissional. Com tantos compromissos e realizações, a dedicação ao clube vai reduzir seu tempo para as outras atividades. Como você pretende superar essa redução de seu tempo e continuar com as mesmas realizações?
CG: Organizando o fluxo e dividindo as demandas. O Clube conta com estrutura administrativa-financeira bem estruturada, o que ajuda muito no dia-a-dia. E acho que acostumei a realizar múltiplas atividades diariamente. O segredo é não centralizar, mas saber acompanhar.
6. O mundo tem mudado e a maior mudança consiste na virada que as mulheres vêm empreendendo, mostrando-se, muitas vezes, mais capazes do que os homens. A que se deve essa reviravolta?
CG: Não diria que somos mais capazes que os homens. Acredito que agora estamos tendo mais oportunidades em espaços de poder para mostrar nossa competência. Não é um caminho fácil, mas com rede de apoio é possível ocupar mais esses espaços e irmos quebrando paradigmas.
7. Sob a sua ótica, você acha que toda mulher está preparada para se tornar empreendedora ou ela tem que, primeiro, se dedicar a um grande ciclo de capacitação?
CG: A maioria começa empiricamente. Mas logo se fazem necessários capacitações, treinamentos, porque os negócios exigem cada vez mais formação e capacitação, além de linhas de crédito para irem além. Procurar o Sebrae e associações como a ACIC, aqui em Caruaru, que tem um programa chamado Primeiros Passos, voltado para quem está começando a empreender, faz a diferença.
8. O que difere a mulher do homem nos cargos de comando de empresas, de organizações ou, até, como é o seu caso presente, em clubes e associações?
CG: Nós, mulheres, temos uma característica importante que é saber ouvir. Quem ouve, consegue captar sentimentos e pode provocar mudanças com mais assertividade. Também somos cuidadosas e zelosas e isso também é um ponto forte que nos favorece.
9. Já se diz, até, que a mulher quando casa passa a se chamar SENHORA porque fica sem hora para nada. Brincadeiras à parte, isso é verdade mesmo. Como você consegue desenvolver tantas atividades tendo, ainda por cima, duas filhas e um marido para cuidar e, brevemente, ainda um clube para gerir?
CG: Graças a Deus conto com rede de apoio e com um marido que compartilha as tarefas comigo. Sempre digo que a responsabilidade de uma casa deve ser compartilhada com todas as pessoas que moram e desfrutam daquele lar. Então, procuro trabalhar isso no dia a dia da família para que cresçam com essa consciência de dividir as responsabilidades. Assim, conseguimos otimizar o tempo.
10.Ser presidente de um clube é um modelo menor de uma gestão, de um mandato eletivo. Você vislumbra disputar algum cargo eletivo, futuramente?
CG: Já fui candidata a vereadora, mas não pretendo mais disputar cargos eletivos. Realizo-me servindo na ACIC Mulher e terei oportunidade de servir ao Clube Intermunicipal. Acredito que na esfera privada também conseguimos desenvolver ações que façam a diferença na vida das pessoas.
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Nota da Redação
Ana Carolina Magalhães Miranda Gomes ou, simplesmente, Carol Miranda, é jornalista, presidente da ACIC Mulher (@acicmulher), founder da @oficinacomunicacao e da @meetingeventoscustomizados, co-founder da @mudemulhercaruaru (Mulheres Dinâmicas e Empreendedoras - Mude, é uma iniciativa promovida pela Acic, através da Acic Mulher.) e diretora de MKT da Dir. MKT da @cmecpe e do @clubeintermunicipal