O deputado federal Mendonça Filho (PL) teve sua candidatura ao Senado Federal homologada nesta terça-feira (4), durante a convenção estadual do Partido Liberal (PL), realizada no Recife. Com a decisão, o ex-governador de Pernambuco passa a integrar oficialmente a chapa da legenda para as eleições de 2026.
Aos 60 anos, Mendonça Filho chega à disputa com uma trajetória de quase quatro décadas na vida pública. Advogado de formação, iniciou a carreira política em 1986, ao ser eleito deputado estadual. Posteriormente, exerceu mandatos como deputado federal, foi vice-governador e assumiu o Governo de Pernambuco em 2006, após a renúncia de Jarbas Vasconcelos para disputar uma vaga no Senado.
Entre 2016 e 2018, comandou o Ministério da Educação durante o governo do então presidente Michel Temer. Em 2022, retornou à Câmara dos Deputados, onde atualmente atua como relator de propostas de grande repercussão nacional, entre elas as PECs da maioridade penal e da segurança pública.
Após permanecer por cerca de 40 anos no mesmo grupo político, passando pelo PFL, Democratas (DEM) e União Brasil, Mendonça Filho filiou-se ao Partido Liberal em abril deste ano, consolidando sua aproximação com a legenda.
Esta será a segunda vez que o parlamentar disputa uma vaga no Senado Federal. Em 2018, terminou a eleição na terceira colocação. Agora, com a candidatura homologada pelo PL, volta a buscar uma cadeira na Casa Alta do Congresso Nacional representando Pernambuco.
Durante seu discurso na convenção, Mendonça afirmou que abriu mão de uma reeleição que considerava "praticamente garantida" para a Câmara dos Deputados em busca do desafio de disputar o Senado.
"Eu sempre fazia aquela reflexão sobre a certeza, o conforto de um mandato certo para a Câmara Federal [...] e o desafio de enfrentar uma disputa em voo solo, independente", declarou.
O candidato também defendeu maior protagonismo de Pernambuco no Senado Federal, criticou decisões do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou que nunca votou no Partido dos Trabalhadores (PT), declarou apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra (PSD) e pediu votos para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).