O Partido dos Trabalhadores (PT) oficializou, neste domingo (2), a candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à reeleição durante a Convenção Nacional da legenda, realizada no Expo Center Norte, em São Paulo. Caso vença as eleições de 2026, Lula exercerá seu quarto mandato como presidente da República.
A chapa será novamente formada com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), repetindo a composição que venceu as eleições de 2022. A convenção reuniu dirigentes petistas, militantes e representantes dos partidos que integram a base de apoio ao governo, entre eles PSB, PCdoB, PV, PDT, PSOL e Rede.
Em um discurso de mais de uma hora, Lula afirmou estar preparado para disputar um novo mandato aos 80 anos e apresentou cinco compromissos que pretende priorizar caso seja reeleito.
Entre as propostas anunciadas estão a reformulação da educação brasileira, considerada pelo presidente como uma das principais razões para sua candidatura; a criação de um programa nacional voltado à população idosa; o fortalecimento da indústria de defesa; a valorização das reservas brasileiras de terras raras e minerais críticos; e a ampliação das políticas de transição energética.
Ao abordar a educação, Lula afirmou que pretende "resolver definitivamente o papel da educação no país". Sobre os idosos, defendeu a criação de políticas públicas que garantam qualidade de vida, convivência e inclusão para a população da terceira idade.
Na área da defesa, o presidente destacou a necessidade de ampliar investimentos na indústria militar nacional, argumentando que o Brasil deve fortalecer sua capacidade de proteção e sua soberania.
Lula também defendeu que as reservas de terras raras e minerais estratégicos permaneçam sob controle nacional, afirmando que essas riquezas devem beneficiar prioritariamente o povo brasileiro. Na mesma linha, reforçou a necessidade de agregar valor à produção nacional por meio do desenvolvimento tecnológico e da expansão da cadeia ligada à transição energética.
Durante o pronunciamento, o presidente informou que o programa oficial de governo será apresentado apenas a partir de 16 de agosto, data em que terá início oficialmente a campanha eleitoral.
O petista também fez críticas ao atual modelo de distribuição de recursos por meio das emendas parlamentares, afirmando que pretende rever essa relação em um eventual novo mandato. Além disso, questionou o atual sistema de financiamento partidário, dizendo que o fundo partidário contribuiu para tornar os partidos "iguais" e favoreceu práticas que classificou como inadequadas.
Na reta final do discurso, Lula reafirmou o compromisso com políticas de combate à violência contra a mulher, declarou estar em plenas condições físicas para disputar a eleição e afirmou que, caso seja reeleito, este será seu último mandato como presidente da República, descartando uma nova candidatura no futuro.