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O BOMBARDEIO POLÍTICO COMEÇOU:  JOÃO CAMPOS MIRA OLINDA E QUEM DORMIR NO PONTO PODERÁ PAGAR CARO.
A mira foram as bases Bolsonaristas.
13/07/2026 11h30 Atualizada há 19 horas
Por: Redação Fama Fonte: Artigo Opinião - Por: Fabíola Maria Farias/FAMA
Foto: reprodução

A corrida pelo Governo de Pernambuco já começou, ainda que o calendário eleitoral diga o contrário. Quem observa os bastidores da política estadual percebe que a disputa deixou de ser silenciosa e passou a ocupar territórios estratégicos, testar alianças e medir forças.

Nos últimos dias, o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos, intensificou um bombardeio político em Olinda, uma das principais bases eleitorais da governadora Raquel Lyra. Não foi uma escolha aleatória. A cidade representa um dos maiores símbolos da força política da atual gestora e, ao mesmo tempo, um terreno onde o resultado da última eleição municipal mostrou que nenhuma vitória pode ser considerada definitiva.

Olinda convive diariamente com reclamações da população nas mais diversas áreas. A falta de medicamentos em unidades de saúde, mas disponíveis nos ônibus de atendimento do ex-prefeito, problemas na infraestrutura e cobranças por melhorias fazem parte da rotina de quem vive na cidade. Em meio a esse cenário, cresce a percepção de que boa parte da estrutura política local está concentrada na construção da candidatura do ex-prefeito Professor Lupércio à Assembleia Legislativa, o que aumenta a insatisfação de algumas bases.

É natural que grupos políticos trabalhem para fortalecer seus projetos. O problema surge quando a impressão deixada para a população é a de que a política eleitoral ocupa mais espaço do que a solução dos problemas cotidianos.

João Campos compreendeu esse momento. Cercado por aliados, ampliou sua presença em Olinda, fortaleceu o diálogo internos, com diferentes segmentos e ocupou espaços na imprensa historicamente aliada de Lupa e nas redes sociais, com a Fenearte e aliados locais. Política também se faz com presença, narrativa e construção de imagem.

Enquanto isso, chama atenção o aparente silêncio da comunicação governamental diante dessa movimentação. Em política, não basta governar; é preciso comunicar, ocupar espaços e responder aos movimentos dos adversários. Quem demora a reagir pode perder terreno sem perceber, além de exaltação  a alguns, sem respaldo.

Outro ponto que merece atenção são as movimentações de aliados importantes. As declarações do prefeito de Surubim, Cleber Chaparral, sobre uma possível mudança de palanque revelam que ninguém pode considerar suas bases completamente consolidadas. Caso ocorram mudanças de posicionamento político, os reflexos poderão alcançar diversas regiões do Estado, inclusive Olinda, onde alianças tradicionais poderão ser colocadas à prova, só aqui, são onze suplentes, secretário executivo municipal e o próprio ex-prefeito como apoiador, além de vários outdoor espalhados na cidade.

Também chama atenção o sentimento de insatisfação manifestado por alguns aliados históricos do governo. Nos bastidores, há quem reclame da falta de diálogo e do pouco espaço concedido àqueles que estiveram presentes nos momentos mais difíceis, enquanto novos aliados recebem maior prestígio, sem ter consistência. Se essa percepção corresponde integralmente à realidade ou não, cabe ao governo avaliar, quem é tratado a pão e água, e veste camisa, ou quem é tratado de forma "nababesca". Na política, entretanto, percepção costuma produzir efeitos tão relevantes quanto os fatos.

Outro aspecto que merece reflexão é o reconhecimento das lideranças que contribuem para investimentos nos municípios. Valorizar quem efetivamente tem uma participação real na construção de políticas públicas fortalece alianças e demonstra maturidade política. Ignorar esses atores pode representar um custo desnecessário.

A política não admite acomodação. Vitórias passadas não garantem vitórias futuras, pesquisas são retratos de um momento e alianças podem mudar conforme o cenário evolui. Quem acredita que a eleição já está decidida corre o risco de despertar tarde demais.

Uma frase ouvida recentemente resume bem esse momento: "Há muito diploma para pouca sabedoria política, isso mostra uma fragilidade na equipe". Independentemente de quem tenha razão, ela traduz uma crítica recorrente nos bastidores: conhecimento técnico e experiência administrativa precisam caminhar lado a lado com sensibilidade política.

Enquanto alguns parecem confiar que o cenário permanecerá inalterado, outros seguem percorrendo municípios, fortalecendo alianças e ocupando espaços. Afinal, na política, quem para de construir acaba assistindo o adversário construir em seu lugar.