Brasília – A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS aprovou na manhã desta quinta-feira (26) um pacote de requerimentos que inclui a quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como “Lulinha”, filho do presidente da República, no âmbito das investigações sobre fraudes e irregularidades no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A votação foi realizada em bloco, com um total de 87 requerimentos analisados pelo colegiado, que também aprovou a quebra de sigilo da Banco Master e a convocação de executivos e outras testemunhas para prestar esclarecimentos à comissão.
O pedido contra Lulinha foi apresentado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (UNIÃO-AL), e tem como base indícios derivados de mensagens interceptadas e reportagens jornalísticas que mencionam possíveis conexões financeiras com investigados no esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.
Sessão é marcada por confusão entre parlamentares
A votação, que ocorreu no início da manhã, foi seguida de bate-boca e movimentação tensa entre deputados e senadores dentro da comissão, levando o presidente da CPMI a interromper e suspender temporariamente os trabalhos para acalmar os ânimos no plenário.
Segundo relatos de veículos de imprensa, parlamentares governistas protestaram contra a aprovação em bloco dos itens da pauta, aproximando-se da mesa diretora em uma manifestação de insatisfação que gerou tumulto e necessidade de contenção por parte de colegas.
Ainda não há registros oficiais de agressões físicas graves ou confrontos diretos com o presidente da comissão em reportagens de grandes portais. As imagens e relatos compartilhados nas redes sociais ainda não foram confirmados. A sessão, no entanto, ficou marcada por momentos de tensão e interrupções.
Investigação e próximos passos
A CPMI do INSS foi criada para apurar suspeitas de irregularidades ligadas ao INSS, incluindo descontos indevidos em aposentadorias e pensões, fraudes em contratos e operações financeiras suspeitas que podem envolver prejuízos bilionários ao sistema previdenciário.
Além da votação dos requerimentos, a comissão ouviu nesta quinta-feira o empresário Paulo Camisotti, ligado a um dos grupos sob investigação, com a promessa de avançar nas oitivas de depoentes e novas medidas de investigação nas próximas semanas.
A CPMI ainda tem prazo para concluir os trabalhos, mas parlamentares já discutem a possibilidade de prorrogação do prazo, em razão do volume de apurações ainda a serem realizadas.