A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Vassalos, que apura um suposto esquema de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.
Entre os alvos estão o ex-senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), o deputado federal Fernando Coelho Filho (União Brasil-PE) e o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho.
De acordo com a PF, foram expedidos 42 mandados de busca e apreensão, autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e cumpridos em Pernambuco, Bahia, São Paulo, Goiás e no Distrito Federal.
Esquema investigado
As investigações indicam a existência de uma organização formada por agentes públicos e privados suspeitos de direcionar processos licitatórios para empresas vinculadas ao grupo investigado. O objetivo seria viabilizar o desvio de recursos federais oriundos de emendas parlamentares.
Segundo a corporação, parte dos valores teria sido utilizada para o pagamento de vantagens indevidas e para a ocultação de patrimônio, o que pode caracterizar crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Fontes nacionais apontam que contratos públicos firmados com recursos de emendas estão sob análise e podem apresentar indícios de irregularidades.
Autorização do STF
A operação foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, em razão do foro por prerrogativa de função de parte dos investigados.
Até o momento, não há registro de prisões. A PF informou que as medidas têm como objetivo aprofundar a coleta de provas e avançar na apuração dos fatos.
As defesas dos citados foram procuradas por veículos de comunicação e, até a última atualização desta matéria, não haviam se manifestado. O espaço segue aberto para posicionamentos oficiais.
Repercussão política
A operação ocorre em meio a articulações políticas em Pernambuco e pode provocar impactos no cenário eleitoral do Estado. Especialistas avaliam que o desdobramento das investigações poderá influenciar o ambiente político nos próximos meses.
A investigação está em fase inicial e não implica condenação dos envolvidos, sendo assegurado a todos o direito à ampla defesa e ao contraditório.