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PAULISTA DIVIDIDA EM PEDAÇOS: MUITOS CANDIDATOS PARA POUCOS VOTOS
Por: FAMA
29/09/2025 20h01 Atualizada há 9 meses
Por: Redação Fama Fonte: FAMA
Foto: reprodução

Falta pouco mais de um ano para o pleito de 2026, mas as movimentações políticas em Paulista já dão sinais de que a disputa será intensa – e, ao que tudo indica, marcada mais pelo jogo de interesses do que por propostas concretas para a população.

Velhos conhecidos da política local, que andavam sumidos, agora reaparecem como pré-candidatos a deputado estadual ou federal. Até quem parecia ter se afastado das articulações resolveu “dar as caras” e, de repente, se lembrar do eleitorado. O problema é que, enquanto as promessas e sorrisos ressurgem, a cidade segue atolada em problemas básicos, e nem mesmo os nomes ligados à atual gestão demonstram preocupação real em enfrentá-los.

Na Câmara de Vereadores, a suposta aliança com o prefeito parece cada vez mais frágil. Nos corredores da Casa Torres Galvão, é voz corrente que o clima de fidelidade política já não é o mesmo. Há vereadores com compromissos antigos que, quando o calendário eleitoral apertar, os seus deputados tendem a puxar o tapete em busca do retorno político. Em janeiro, quando as pré-candidaturas se afunilarem, veremos quem realmente terá base sólida e força para converter apoio em votos.

Os ex-prefeitos Yves Ribeiro e Júnior Matuto não ficaram de fora do movimento. Yves promoveu festas de aniversário em três cidades, numa clara tentativa de se manter em evidência. Matuto, por sua vez, surpreendeu ao conceder homenagens até a bolsonaristas — pasmem — para ampliar sua visibilidade e tentar garantir a renovação de sua cadeira na Alepe.

Como se não bastasse, o nome da filha do prefeito, Ramos, também começou a ser ventilado. Embora alheia à política e apontada por muitos como sem vocação, ela vem sendo colocada no tabuleiro eleitoral, numa estratégia que soa mais como teste de popularidade do que como projeto político consistente, enquanto isso, alguns torcem pelo secretário de governo, Fabiano Santos.

E ainda há os candidatos de fora, que, de olho no potencial eleitoral do município, pretendem abocanhar parte dos votos locais. Com tantos pretendentes à mesma fatia de eleitores, Paulista se vê dividida em pedaços, e o voto promete ser disputado a "tapa".

No fim das contas, a população corre o risco de, mais uma vez, ser lembrada apenas como massa de manobra, enquanto seus problemas permanecem sem solução. Cabe ao eleitorado, portanto, separar o discurso ensaiado da ação concreta e cobrar compromissos reais. Afinal, a democracia só se fortalece quando o voto é consciente, e não apenas moeda de troca em mais uma temporada de promessas vazias.