Enquanto a prefeita Mirella Almeida recorre às redes sociais para mostrar um cenário semelhante a “Alice no País das Maravilhas”, moradores de Olinda convivem com uma realidade bem diferente: escolas com teto desabando, mães chorando diante das câmeras de TV, ruas tomadas por buracos e alagamentos.
A Estrada de Passarinho segue sem transporte coletivo, obrigando idosos, trabalhadores e pedestres a enfrentar riscos diários sem carros e motos para transitar. O comércio amarga prejuízos, enquanto a CDL é apontada como beneficiando apenas um pequeno grupo ligado ao presidente da entidade.
Nos cemitérios, o abandono é visível: ossos à mostra, falta de administração e carência até para realizar sepultamentos. Servidores municipais cobram reajustes salariais, e denúncias de violência contra mulheres dentro de órgãos públicos reforçam a sensação de total descaso.
Apesar disso, nas redes oficiais da gestão, prevalecem produções elaboradas que tentam transmitir a ideia de uma cidade em ordem. Em tom de crítica, lideranças locais lembram: “A governadora tem 184 municípios para dar conta, ela não pode ser Governadora e prefeita de Olinda”.
Ex-prefeito segue influente
O ex-prefeito, mesmo fora do cargo, ainda é tratado como gestor e mantém influência direta nas nomeações políticas. Segundo fontes de dentro da prefeitura, seriam mais de 4 mil cargos comissionados espalhados pelo estado.
Câmara Municipal silenciosa
A Câmara de Vereadores, em grande parte, permanece calada. Recentemente, um parlamentar da base governista usou as redes sociais para mostrar que estava despejando metralha nas ruas por conta própria, após inúmeros requerimentos ignorados pela prefeitura.
Patrimônio da humanidade em risco
A Sodeca emitiu nota denunciando o abandono da Cidade Alta, patrimônio da humanidade. O lixo se acumula em comunidades que chegam a ficar dias sem coleta, situação que já é alvo do Tribunal de Contas do Estado (TCE), diante de um débito superior a R$ 2 milhões.
Durante a campanha, Mirella afirmou ter experiência em várias secretarias e foi apresentada pelo ex-prefeito como “pronta e preparada”. Moradores ironizam: “preparada para assumir o caos”. Vale lembrar que o gestor anterior deixou o cargo com mais de 60% de rejeição, mas segue em evidência, atuando politicamente.
Aparelho político e religião
Lideranças evangélicas ocupam cargos comissionados de alto valor, alguns chegando a R$ 7,9 mil, e se posicionam como defensores da gestão. Enquanto isso, circulam adesivos em apoio a Lula e Lipe em veículos de servidores comissionados, sinalizando que a máquina pública tem sido usada como moeda de troca eleitoral.
E a cidade, como fica?
A população, por sua vez, sente os efeitos diretos da falta de gestão. Perguntas se multiplicam: onde estão o Ministério Público, o TCE e o Tribunal de Justiça de Pernambuco diante do quadro de abandono?
Lembrando que a gestão é de continuidade.
Em Olinda, dizem os moradores, nada acaba em pizza. Acaba mesmo é no “Boi e Brasa”.
Oremos irmãos! Disse uma das fontes.