Coluna Social COLUNA SOCIAL FAMA
NOITE DE SAMBA, ANCESTRALIDADE E ALEGRIA NO FESTIVAL PERNAMBUCO MEU PAÍS EM GRAVATÁ
Subiram ao palco nomes como Gerlane Lopes, Diogo Nogueira, Alexandre Pires , Afoxé Omim Sabá e Lucas dos Prazeres.
24/08/2025 16h09 Atualizada há 11 meses
Por: Redação Fama Fonte: redação famamax
Fotos: Daniela Pedrosa/Secult-PE/Fundarpe - Arte: redação famamamax

Gravatá viveu uma noite memorável neste sábado (23), quando o palco Pernambuco Meu País transformou o Pátio de Eventos Chucre Mussa Zarzar em um verdadeiro templo de cultura, ancestralidade e samba. Foi música, foi dança, foi emoção e, claro, muito prestígio.

Abrindo os caminhos, o Afoxé Omim Sabá, em figurinos luxuosos em azul, verde, branco e prata em referência a Iemanjá, trouxe ao palco o poder dos tambores e a beleza da tradição afro-religiosa. A cada batida dos atabaques, a plateia aplaudia de pé, reverenciando a ancestralidade que abriu a noite com força e espiritualidade.

Logo depois, o multiartista Lucas dos Prazeres conduziu uma verdadeira viagem musical. Do ijexá ao maracatu, passando pelo samba, trouxe uma orquestra grandiosa, bailarinos e um espetáculo que emocionou. O público vibrou quando ele reverenciou nomes como Solano Trindade e Naná Vasconcelos, homenageado da edição anterior.

Quem roubou a cena com carisma e elegância foi a diva do samba pernambucano Gerlane Lops, que subiu ao palco com passistas e um repertório repleto de clássicos. Teve coro da plateia, teve aplausos demorados e até emoção nos olhos de quem acompanhava cada verso.

A noite ganhou ainda mais brilho com o carismático Diogo Nogueira, que fez o público cantar em uníssono sucessos eternos e homenagens a grandes nomes do samba. Quando ele entoou “Frevo Mulher”, em reverência a Pernambuco, foi arrebatador! Diogo não economizou elogios: “Pernambuco é um país maravilhoso, multicultural. Eu amo e quero voltar sempre!”, declarou apaixonado.

E, como não poderia deixar de ser, o grande encerramento foi puro glamour: Alexandre Pires levou o público à loucura com sucessos da carreira e do Só Pra Contrariar. Figurinos trocados a cada bloco, backing vocals afinadíssimos que também dançavam, energia contagiante e um público que não parava de cantar. O momento apoteótico veio com Gerlane Lops voltando ao palco para dividir com ele Não Deixe o Samba Morrer” em homenagem a Alcione. Um fechamento em pura reverência às raízes do samba.

Foi uma noite de magia, onde cultura, ancestralidade e samba se encontraram em perfeita harmonia, e Gravatá brilhou como palco de um espetáculo inesquecível.

Neste domingo (24), o festival se despede em grande estilo com Família Salustiano e a Rabeca Encantada, Chico Chico, Lenine, Biquini e Marcelo Falcão, além do Som na Rural com DJ 440.

Foto do Afoxé: Lucas Lira