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FERNANDO DE NORONHA: SISTEMA DE ESGOTAMENTO SANITÁRIO SERÁ AMPLIADO
Obra orçada em R$ 21 milhões prevê aumento da capacidade da Estação de Tratamento de Esgoto e instalação de novo laboratório na ilha
03/07/2025 17h04 Atualizada há 1 ano
Por: Redação Fama Fonte: redação famamax
Foto: Croqui da ETE Boldró, em Fernando de Noronha/Divulgação Compesa

A infraestrutura de saneamento básico em Fernando de Noronha passará por ampliação e modernização nos próximos meses. A ordem de serviço foi assinada nesta terça-feira (2) pela governadora Raquel Lyra, no Palácio do Campo das Princesas, autorizando o início das obras a partir da próxima segunda-feira (7). O projeto será executado pela Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) com recursos financiados pelo Banco do Nordeste (BNB), no valor de R$ 21 milhões.

Entre as principais intervenções previstas está a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Boldró, cuja capacidade de tratamento será aumentada dos atuais 2,14 litros por segundo (l/s) para 12 l/s. A estação passará por requalificação estrutural e receberá sistemas de automação e controle, com foco na eficiência do tratamento e na segurança operacional.

Também será construído um novo laboratório de análises, totalmente equipado, que permitirá a realização de testes de efluentes diretamente na unidade, oferecendo maior autonomia e agilidade ao controle da qualidade da água tratada na ilha.

Além disso, o projeto inclui a implantação de um coletor-tronco de 400 metros, responsável por transportar os efluentes das redes menores até a estação. Parte da rede existente será substituída e realocada, otimizando a operação do sistema como um todo.

Com a conclusão do projeto executivo, a obra entra agora na fase de execução. A previsão é de que as intervenções sejam finalizadas até o primeiro semestre de 2026. Com isso, o índice de cobertura de esgotamento sanitário em Fernando de Noronha passará dos atuais 63,7% para 70%.

“A ampliação do sistema de esgotamento sanitário de Noronha é um passo fundamental para garantir saúde pública, preservação ambiental e qualidade de vida para moradores e visitantes. Trata-se de um empreendimento estruturador para que o arquipélago esteja preparado para o presente e o futuro”, afirmou o presidente da Compesa, Alex Campos.

O contrato da obra foi realizado no modelo integrado, o que inclui desde a elaboração do projeto até a entrega final da obra pronta, permitindo maior eficiência na execução.