O Sindicato dos professores da Rede Municipais de Olinda (Sinpmol) voltou a cobrar da Prefeitura a implementação do reajuste de 6,27% no piso salarial dos profissionais da educação, conforme definido pelo Ministério da Educação (MEC). Além disso, o sindicato denuncia o estado crítico da infraestrutura de algumas escolas da rede municipal.
Sindicato aponta a possibilidade de omissão da gestão municipal e afirma que estrutura das unidades educacionais expõe alunos e professores a riscos graves.
Segue comunicado oficial dos fatos.
Reunião com secretariado não apresentou proposta
Uma reunião realizada no dia 28 de março com representantes das secretarias de Finanças, Gestão, Educação, Previdência e com o Chefe de Gabinete da Prefeitura discutiu a pauta salarial. De acordo com o Sinpmol, a gestão prometeu um estudo orçamentário, com apoio técnico do DIEESE, cuja apresentação estava prevista para o dia 15 de maio. Até o momento, porém, a data não foi confirmada.
A indefinição é agravada pela recente saída da secretária de Educação, Edilene Neves. “Fomos pegos de surpresa. Não temos resposta concreta sobre os motivos, mas acreditamos que as diversas pressões por parte do sindicato e da categoria diante de tantos problemas podem ter contribuído”, afirma a direção do Sinpmol.
Falta de estrutura básica nas escolas
As denúncias vão além do piso salarial. O sindicato aponta a falta de material básico de limpeza e papel, itens que têm sido comprados pelos próprios professores. Também não há regularidade nos serviços de capinação e dedetização, o que tem gerado presença de escorpiões e ratos em várias unidades.
Além disso, o sindicato alerta para o risco estrutural de algumas escolas e a precariedade das instalações elétricas. Em visita à Escola Lions Dirceu, uma queda de energia foi registrada devido à sobrecarga do sistema, que não suporta os aparelhos de ar-condicionado.
Salas de aula com calor insuportável
O calor nas salas tem sido outro problema grave. “O calor está insuportável. Já tivemos casos de professores e crianças passando mal dentro de sala de aula”, denuncia o sindicato.
As condições têm afetado diretamente a saúde mental e física dos profissionais. “Os ambientes educativos não educam em Olinda. Eles são adoecedores. O número de professores em licença médica cresce a cada dia por conta das condições desumanas de trabalho”, critica o Sinpmol.
Mobilização e cobrança por respostas
O sindicato cobra uma resposta efetiva da Prefeitura e reforça que a luta pela valorização da educação e dos servidores será mantida.
“A educação precisa ser tratada com prioridade. Enquanto isso não acontecer, continuaremos mobilizados em defesa dos direitos da categoria e de um ensino público de qualidade”, finaliza a nota.
Diretoria do SINPMOL