*DESCONFORTO*
Lívia Álvaro, que concorreu à prefeitura de Paulista e conquistou o terceiro lugar na votação, ficando atrás apenas de Ramos e Junior Matuto, foi excluída do governo Ramos. Após o anúncio do secretariado, que contemplou outros candidatos como Padilha, Edinho e até Jorge Carrero que não foi visto na campanha, Lívia não foi sequer chamada para uma conversa, causando indignação entre seus aliados e grupo político.
Segundo fontes, Lívia seguiu todos os trâmites partidários junto ao PP, seu partido, e houve até uma conversa envolvendo os coordenadores estaduais da sigla, Lívia e a Casa Civil do Governo do Estado. Isso aumentou o desconforto, especialmente considerando que a governadora Raquel Lyra desempenhou papel fundamental para alinhar bases e garantir a vitória. No início da campanha, Junior Matuto liderava as pesquisas, o que exigiu um esforço conjunto, incluindo a participação ativa da governadora em eventos no município.
A governadora também tem investido fortemente na região, com obras importantes como a requalificação da PE-01, que vai até a PE-22, fomentando o turismo e o escoamento de produtos industriais no município. Esses esforços demonstram que uma eleição é vencida com trabalho coletivo, e todos os envolvidos foram essenciais no resultado.
Segundo uma fonte, "houve quebra de acordo". O caso não se trata de busca por cargos, mas de espaço político para que o grupo de Lívia possa desenvolver ações no município. Lívia, única mulher a se candidatar à prefeitura, alcançou uma votação expressiva, mesmo com recursos limitados. Contando com o apoio do PP e figuras influentes como o Pastor Cleiton Collins e o deputado federal Dudu da Fonte, sua campanha foi bem estruturada dentro das possibilidades.
Ramos, que esperou 20 anos para governar a cidade, sempre destacou a importância do diálogo e da união. Contudo, a exclusão do grupo de Lívia levanta questionamentos sobre sua habilidade em agregar forças políticas. Fontes afirmam que a insatisfação já chegou ao Palácio do Governo, uma vez que a governadora teve papel crucial na construção dessa coalizão.
Além de Lívia, outros aliados também foram deixados de lado, mesmo tendo contribuído significativamente para a campanha. Essa exclusão pode levar a desdobramentos políticos importantes. Ramos, que sempre se posicionou como um líder honesto e comprometido, precisa rever essas decisões para evitar desgastes futuros. Governar exige diálogo, inclusão e articulação estratégica.
*Possíveis desdobramentos*
1. Oposição Fortalecida: Caso o grupo de Lívia continue preterido, é provável que ela assuma um papel de oposição, com potencial para ganhar força no futuro.
2. Pressão por diálogo: A situação exige que Ramos reavalie suas escolhas e promova maior integração com seus aliados.
3. Impactos estaduais: A falta de consenso pode prejudicar a relação entre o governo municipal e estadual, gerando atritos dentro da base de apoio da governadora.
Por fim, a trajetória de Lívia reforça que ela não busca emprego, mas espaço político. Seu desempenho nas urnas e seu histórico de dedicação à população mostram que sua exclusão pode ser um erro estratégico para a gestão de Ramos.
*OPOSIÇÃO*
Júnior Matuto, reafirma sua presença ativa no cenário político de Paulista. Após exercer dois mandatos como prefeito da cidade entre 2013 e 2020, ele recentemente disputou as eleições municipais de 2024 pelo PSB, chegando ao segundo turno, mas não obtendo êxito. Atualmente, Matuto ocupa o cargo de deputado estadual por Pernambuco, posição que assumiu em setembro de 2024, após o falecimento do deputado José Patriota. Sua declaração sugere que ele está se preparando para futuras ações políticas, mantendo-se ativo e engajado nos assuntos da região, além de ser uma oposição ferrenha a prefeitura de Paulista.
Por:FAMA
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