*CULTURA*
*A HISTÓRIA DO FREVO*
O frevo é uma expressão cultural e musical de Pernambuco, surgida no final do século XIX, especialmente nas cidades de Recife e Olinda. Ele nasceu da fusão de gêneros musicais como o maxixe, o dobrado militar e a polca, em um contexto carnavalesco marcado por desfiles de bandas de música, conhecidos como clubes ou blocos.
O termo "frevo" deriva da palavra "ferver", que descreve o efeito de agitação causado pela música nas ruas durante o Carnaval. Inicialmente, o frevo era apenas uma música instrumental, tocada por bandas que desfilavam no Carnaval, mas seu ritmo rápido e enérgico inspirou uma dança característica, marcada por movimentos ágeis, acrobáticos e vibrantes. Os passistas, os dançarinos do frevo, costumam utilizar pequenos guarda-chuvas coloridos, que, embora inicialmente tenham sido usados como adereço de equilíbrio, tornaram-se um símbolo visual do frevo.
Existem três tipos principais de frevo: o frevo de rua (instrumental e rápido), o frevo de bloco (com letras mais melódicas e românticas, acompanhadas por coros e metais) e o frevo-canção (com uma estrutura semelhante à canção, com versos e refrão). Cada um deles contribui para a rica diversidade do gênero.
O frevo foi declarado Patrimônio Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2012, reconhecendo sua importância cultural e sua contribuição à identidade do Carnaval pernambucano.
Cada geração tem contribuído para a preservação e transformação do frevo. As primeiras gerações o desenvolveram como um símbolo de resistência cultural e celebração popular. Nas gerações seguintes, o frevo continuou a ser uma manifestação de orgulho regional, sendo transmitido de pais para filhos, com novas variações coreográficas e musicais surgindo ao longo do tempo.
Em resumo, o frevo atravessa gerações como uma herança viva, simbolizando a história, cultura e espírito de Pernambuco, enquanto se adapta aos novos tempos e desafios.
Por: FAMA
Foto: 1,2,3 reprodução
Foto: 4 por fama, no domingo, sítio histórico.