EDITORIAL FAMA POLÍTICA.
ESQUERDA DE OLINDA SEM RUMO CERTO!
A cidade de Olinda, em Pernambuco, está passando por um momento crítico de incerteza política. Tradicionalmente um reduto da esquerda, a cidade enfrenta uma fragmentação significativa nas bases que sempre dominaram seu cenário político.
Anteriormente, a gestão de Renildo Calheiros (PCdoB) foi marcada por uma alta rejeição, impactando negativamente a confiança do eleitorado na liderança de esquerda. A tentativa de Luciana Santos, ex-prefeita e figura influente do PCdoB, de retornar ao poder não teve sucesso, exacerbando a desorganização interna das forças na cidade, cedendo a vez ao atual gestor, Professor Lupércio que enfrentou uma candidatura sem estrutura e de "puro-sangue".(único partido).
A decisão de Luciana Santos de rejeitar a candidatura no último momento gerou um enorme impacto na dinâmica política local e nas estratégias dos partidos envolvidos. Renildo Calheiros, visivelmente afetado pela decisão, chegou a gravar um vídeo, com perfil de pré-candidato, mas existe a importância de fortalecer o governo federal e combater o avanço do movimento nacional bolsonarista.
A pré-candidatura do vereador Vinícius Castelo pelo PT, ainda não conseguiu unificar a federação em torno de sua figura, resultando em uma base política ainda mais fragmentada e sem direção clara. Com Luciana Santos fora da disputa e Renildo Calheiros focado em manter sua influência no governo federal, a ausência de uma liderança forte deixou à esquerda vulnerável e desorientada.
No último sábado (08), houve uma reunião de emergência com a cúpula estadual do PT, informado por um a fonte interna nossa, para decidir novos rumos políticos. Paralelamente, o vereador e pré-candidato postou fotos em suas redes sociais no aeroporto, indicando um provável embarque para Brasília, nesta terça-feira (11).
Enquanto isso, PSB que tem a delegada Gleide Ângelo, tentando implantar uma candidatura a prefeita, sem o seu aval. Houve várias tentativas frustadas de realizar ações na cidade, sendo desmarcado o famoso café da manhã e agora a pouco um Ato em favor de sua vinda. Muito "estrela" como diz uma fonte nossa, ela não quer largar suas bases de deputada para colocar seu "pescoço a prova", numa cidade difícil, cheia de dificuldades e arrecadação baixa. Caso não obtenha sucesso, poderá ser um fracasso para a sua reeleição de deputada que tem como garantida.
Nesse cenário de desagregação da esquerda, a direita, representada por Izabel Urquiza (PL), está ganhando força. Izabel pode se beneficiar do apoio dos Ferreira, uma família com significativa influência política em Pernambuco, e do próprio PL, partido que tem avançado e se consolidado cada vez mais em Olinda e em Pernambuco como um todo.
A candidatura de Mirella Almeida, apesar da rejeição por parte da atual gestão, possui uma estrutura robusta que pode lhe proporcionar uma vantagem competitiva. Isso se deve, em parte, à ausência de opções claras e decisivas na esquerda política. Além disso, a sua candidatura é favorecida pelo fato de não ter um alinhamento político claramente definido, o que pode atrair um espectro mais amplo de eleitores. Seu partido, sendo aliado do governo federal, também lhe oferece uma base de apoio significativa e recursos que podem ser decisivos na campanha.
A situação política de Olinda, reflete uma fase de grande incerteza para a esquerda. A falta de pré-candidatos e de um posicionamento claro, somada à ausência de decisões estratégicas, cria um ambiente instável e problemático para as bases dos partidos. Esse cenário de fragilidade pode, de fato, comprometer a imagem e a influência da esquerda na cidade e impactar em repercussões negativas nas eleições de 2026.
Nossa redação contou com várias escutas politicas, fontes, lideranças comunitárias, líderes de mandato em Brasília e Pernambuco e cientistas politicos e sugestões de um "dever de casa" para uma possível tentativa futura.
Seria crucial que a esquerda em Olinda:
1. *Identifique e promova lideranças fortes*: Encontrar e apoiar pré-candidatos que possam representar bem os valores e interesses da esquerda.
2. *Fortaleça a comunicação interna*: Garantir que a base esteja informada e engajada com os planos e decisões do partido.
3. *Articule alianças estratégicas*: Buscar coalizões com outras forças políticas que compartilhem objetivos comuns.
4. *Reforce a presença comunitária*: Estar presente nas comunidades, escutando e respondendo às necessidades locais, para reconstruir a confiança e o apoio popular.
Esses passos podem ajudar a esquerda a superar a atual crise e a reconquistar a credibilidade e a influência necessárias para garantir um futuro político mais estável e promissor em Olinda.